Título Original: La Tête En Friche
Diretor: Jean Becker
Roteiro: Jean Becker
Lançamento: 2010
Duração: 82 minutos


SINOPSE:Germain Chazes(Gérard Depardieu) leva uma vida pacata que se movimenta pela horta, pelos pombos que procuram a praça e junto com os amigos do café. Germain mal sabe ler. Sua vida muda, quando conhece na praça onde vai todos os dias, uma velhinha fora do comum, chamada Margueritte (Gisèle Casadesus, atriz de 96 anos). Margueritte começa a ler para Germain e, dessa maneira, ela abre as portas da leitura que, até então, estavam fechadas para ele, nasce entre os dois, uma relação especial.


   Em Minhas Tardes com Margueritte temos Germain um homem por volta dos 40 anos, que teve uma infância difícil por ser de certa forma mal tratado e desprezado pela mãe (mas ainda vive com ela), além de ter sido constantemente humilhado por professores e colegas de classes, e a doce (e idosa) Margueritte, como protagonistas.

  Margueritte é uma senhora de 95 anos, leitora voraz de Albert Camus e Romain Gary, que passa suas tardes em um parque e anda sempre com um livro em mãos e uma biblioteca na cabeça.


   Por um mero acaso (ou não), os dois se conhecem em uma dessas tardes. Margueritte com seus livros e Germain contando e alimentando seus pombos. A partir desse primeiro encontro, surge uma amizade e amor quase palpáveis. 
Margueritte conta-lhe histórias de livros, e Germain, lentamente passa a mergulhar e se interessar cada vez mais por esse mundo.

   O filme é bonito, sutil, romântico, leve, e sensível, o que não me surpreende realmente, já que são características um tanto constantes no cinema francês, principalmente a sensibilidade. Em momento algum eles disseram “eu amo você” um para o outro, mas podemos perceber o amor e cuidado que têm, nos pequenos gestos.


   Um filme que te faz perceber que pra ter uma vida boa, interessante, divertida e para ser lembrado, não é preciso realmente ter fama ou ser conhecido. É só mergulhar em algumas histórias, contar mais algumas e ir aproveitando do jeito que der os momentos e pessoas que vão passando por sua vida, além é claro, de saber agarrar as oportunidades que a vida lhe traz assim como Germain. Porque de qualquer forma, “Voltamos sempre para uivar sobre o túmulo de nossa mãe, como um cão abandonado”.


Deixe um comentário