Título Original: the book thief
Autor: Makus Zusak
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2007
Página: 476
Avaliação: ★★★★★

Sinopse:
Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

"Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás."

   Particularmente sou suspeita a falar de algo relacionado à II Guerra Mundial... Digamos que sou bem apaixonada por essa época, e é estranho falar a respeito porque as pessoas podem imaginar que eu gosto das atitudes de Hitler. Não é isso, e querendo ou não, eu admito que politicamente ele fez acontecer. Da maneira dele, mas fez.
Pra quem leu O Diário de Anne Frank e O Menino do Pijama Listrado, sabe o que é se imaginar no meio daquele bombardeio, familiares sendo massacrados pelos estilhaços, e mortos pelos caprichos de Hitler.
   A menina que roubava livros é só o prato de entrada para esse mundo de histórias. Um mundo que em aspas ou sem elas, é o mundo/época em que nossos ancestrais viveram.
"Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo."
   O livro retrata a história de uma menina chamada Liesel, que vive em meados dos anos 40, em plena II Guerra Mundial. Se não bastasse isso, a mãe é obrigada a levar os filhos para adoção, no caminho seu irmão acaba falecendo no trem, com os olhos abertos. E nisso ela “encontra” o livro. Se apaixona por seu pai adotivo, e com ele, ela aprende a ler e escrever. Aprende a amar. A gostar de música em acordeon e a comer sopa de ervilha. Aprende a fugir dos seus medos vivendo as histórias em que lê. Um garoto, seu escudeiro e eterno pedinte de beijos. Um judeu escondido no porão, seu amigo e ouvinte de suas histórias. Uma mãe mais forte que um touro de metal. E como tem histórias...
   Se depara com a morte 3 vezes, e nas 3 escapa. Escreve seu livro em meio a bombas, conta suas histórias e se perde nos escombros de sua rua... Encontra a felicidade no que sabe fazer de melhor, escrever... Aprende a ser feliz com as memorias daqueles que amava...
"Por algum motivo, os homens agonizantes sempre fazem perguntas cujas respostas já sabem. Talvez seja para poderem morrer tendo razão."

   Não vou dar muitos detalhes sobre o livro, acredito que quem lê se surpreende... Eu me surpreendi. O livro tem uma leitura muito fácil e divertida, é o tipo de livro que te prende nas primeiras páginas. A narração também é fácil de entender. Tem seus altos e altos, assim como todo livro que consideramos ótimo. O livro é emocionante, me transmitiu uma certa nostalgia de uma época em quem eu queria ter passado perto.
   Mas, porém, entretanto e todavia, aconselho você prestar bastante atenção na leitura, tem uma surpresa no fim do livro, e te dou outro conselho, não leia a sinopse do livro. Ok?
Não se trata apenas de uma literatura qualquer, os personagens vivem em plena II Guerra MUNDIAL, uma época que poucas pessoas estão vivas hoje em dia para contar história para os seus netos... Às vezes me pego pensando em como as pessoas enxergavam as coisas em uma aflição imperial? (Risos)... em uma época tão pesada como aquela. Com sofrimento, sem liberdade de expressão, onde você não podia seguir uma simples religião. O engraçado é que o autor conseguiu mexer com meus sentimentos mais profundos. E creio que irá mexer com o seu também. Você pode achar que é a protagonista do livro, porque vai sentir a dor, as perdas, as alegrias e os risos de todos os personagens, assim como eu senti. Você vai acabar fazendo parte da história, vai viver aquela época. Um livro simples, mas com um enredo perfeito. Uma história e outra história por trás da história principal. E cá entre nós, é de tirar o folego. No decorrer da história eu queria morrer, porque eu sabia que aquilo ia acabar.
   As conversas mudam, as pessoas mudam, tudo muda. Mas os livros não. As histórias não mudam, elas se aperfeiçoam, elas instigam o crescimento.
"Não ir embora: ato de amor e confiança, comumente decifrado pelas crianças."

Resenha por Larissa Martins


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