Comecei esse post com a ideia de falar sobre o livro O diário de Anne Frank, suas tantas edições e o grande sucesso, mas o foco mudou completamente enquanto eu estava pesquisando. Não que eu não vá mais falar sobre isso. Eu só irei aprofundar mais o assunto, porque enquanto eu estava pesquisando encontrei muita coisa interessante por trás da história deste livro. Para uma pessoa que ama história, como eu, é fascinante saber mais sobre Anne Frank. No meio da pesquisa, encontrei alguns sites que me ajudaram bastante com as informações  e deixarei o link de todos no fim do post.

Este retrato de estúdio foi provavelmente tirado pouco antes da guerra começar em Maio de 1940.
Anne Frank:
   Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank, foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela tornou-se mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu Diário, no qual escrevia as experiências do período em que a sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.



Esta foto mostra Margot, Otto e Anne Frank e Edith Frank-Holländer na Praça Merwedeplein em Amsterdam. Esta é a única foto que mostra a família inteira junta. Foi tirada em 1941. Anne tem 12 anos de idade.
A Família:
   A família Frank é, na verdade, alemã. Anne e sua irmã Margot nascem em Frankfurt am Main, uma grande cidade ao sul da Alemanha.  Quando Edith Holländer se casa com Otto Frank em 1925 ela se muda para Frankfurt.
   Margot nasce em 1926, e Anne nasce 3 anos depois. Anne e Margot vivem em Frankfurt até o verão de 1933. Então seus pais decidem mudar para a Holanda. Começa a ficar perigoso na Alemanha. Otto Frank abre uma empresa em Amsterdam. A família Frank se sente segura, mas em 10 Maio de 1940, o exército alemão ataca a Holanda.


O Anexo Secreto:
   Desde o começo de 1942, Otto e Edith já haviam pensado que teriam que se esconder dos Nazistas. Eles preparam o lugar como um esconderijo. Há muitas empresas pequenas na área. Ninguém irá desconfiar de uma fumaça saindo pela chaminé nos finais de semana. Em 5 de julho de 1942, chega o momento temido por Otto e Edith Frank. Margot recebe sua convocação. Otto e Edith decidem partir para o esconderijo no dia seguinte. Uma semana depois os Van Pels juntam-se a eles: o pai Hermann, a mãe Auguste e seu filho Peter. Em novembro Fritz Pfeffer também se junta a eles. São oito pessoas no total.
   A parte da frente do prédio comercial continua como de costume. Os empregados de Otto que também ajudam as pessoas no esconderijo, têm que manter suas rotinas o mais normal possível. Ninguém pode saber que tem gente escondida no anexo secreto. Nas noites e nos finais de semana, quando não há mais ninguém no edifício, os escondidos podem circular pelo prédio.

O Diário:   
   O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdã durante a ocupação nazista nos Países Baixos, Anne Frank, com treze anos de idade, conta, em seu diário, a vida deste grupo de pessoas.
   Seu diário trata principalmente sobre o tempo em que esteve escondida no “anexo secreto”. Este foi o nome dado ao local onde Anne se escondeu com seus pais, sua irmã e mais quatro judeus. Suas vidas estavam em perigo. Era tempo de guerra e a Holanda era ocupada pelo exército alemão. Os judeus estavam sendo presos e enviados aos campos de concentração.

   Em 29 de março de 1944 as pessoas do esconderijo no anexo secreto ficam sabendo pela rádio holandesa em Londres que, depois da guerra, será feita uma coleção dos diários escritos nesse período. O governo holandês, que estava exilado em Londres, quer saber como foi a vida na Holanda durante o tempo de ocupação.
   Anne pensa imediatamente em seu diário, e decide fazer dele um livro de verdade. Começa a reescrever seu velho diário. Ela não está satisfeita com algumas partes, pensava que não estavam suficientemente boas. Ela tira algumas partes por acreditar que fossem particulares demais. De maio de 1944 até a prisão ela escreve quatro páginas inteiras por dia.

A traição:
   A pergunta sobre quem teria sido o traidor das pessoas do anexo, ainda ocupa muitas mentes atualmente. Otto Frank e seus ajudantes também querem saber logo depois da guerra, para levar o caso à justiça, logo depois da libertação da Holanda. Johannes Kleiman escreve uma carta para a polícia . Ele quer que seja investigado quem traiu as pessoas no esconderijo. Pessoalmente ele pensa que Willem van Maaren, um dos empregados do depósito, seria o traidor. Mas não há provas. Uma segunda investigação em 1963 também foi inconclusiva.

O fim:
   4 de agosto de 1944. As pessoas do esconderijo têm estado caladas no anexo secreto por mais de dois anos. Eles têm esperança, porque os Aliados estão avançando. Otto Frank acompanha esse progresso em um Mapa da Normandia. Anne acha que pode voltar às aulas depois da Guerra em outubro. Por volta de dez e meia da manhã, Peter van Pels ajuda Otto Frank com seu inglês. De repente um homem com uma pistola está no quarto de Peter. Eles são descobertos. Alguém os traiu...
   Três policiais holandeses vasculham o anexo secreto. Um nazista austríaco está no comando. Eles procuram jóias, dinheiro e objetos de valor. Eles esvaziam um saco para poder enchê-lo com jóias. O saco contém as folhas do diário de Anne. Elas caem no chão.
   As pessoas no anexo secreto têm pouco tempo para empacotar seus pertences e sair. A viatura da polícia os aguarda. Dois dos ajudantes, Johannes Kleiman e Victor Kugler também são presos, porque ajudar judeus é ilegal. Miep Gies e Bep Voskuijl não são presas. Miep jura não saber de nada, e Bep foge silenciosamente.
   Otto Frank em seu escritório na rua Prinsengracht mostra o numero tatuado em seu braço no campo de concentração de Auschwitz. Das oito pessoas que se escondiam no anexo ele é o único a sobreviver ao Holocausto. Em 27 de janeiro de 1945 Auschwitz é libertado por soldados russos. Otto Frank é um dos poucos sobreviventes. Ele pesa 52 quilos. Uma vez que se encontra ligeiramente recuperado, ele começa uma longa viagem de trem de volta para a Holanda.
   Miep Gies, a última sobrevivente do grupo que ajudou a proteger Anne Frank e a sua família dos Nazistas, morreu na Holanda, aos 100 anos.
   Foi Miep Gies que guardou o diário que Anne Frank tinha escrito durante o período em que esteve escondida e que, em 1947, o devolveu a Otto Frank. O pai de Anne Frank foi o único do grupo do anexo que sobreviveu à guerra.


Curiosidades:
   O diário está no Instituto Neerlandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suíça) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.


   Depois de receber um prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, Nelson Mandela chamou uma multidão em Johannesburgo, dizendo que ele tinha lido o diário de Anne Frank enquanto estava na prisão e que o livro lhe trouxe muito estímulo. Sua luta contra o nazismo e o apartheid, explicando o paralelo entre as duas filosofias: porque estas crenças são patentemente falsas e porque eram e sempre serão desafiados por gente como Anne Frank, eles estão no limite do fracasso


Fonte: 

Xoxo!


Um Comentário

  1. Interessante o post, fiquei interessada em ler o livro, mas imagino o quão triste deve ser ainda mais nas palavras de uma criança.

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